2008

Passada a virada e agora estamos na espectativa de um bom ano. Isso porque 2007 foi um ano bem morno para os Netos. Pessoas trabalhando, perdendo empregos, estudando e coisas assim. E, já que tudo é organizado por ano, que mal há em renovar nossas esperanças nesse começo de ano?

Muitas coisas estão por vir só nesse começo de 2008, mudanças e acontecimentos, que esperamos favorecer a nós, que queremos tocar muito mais e em muitos outros lugares, e criar muitas músicas, gravar um novo CD com novas canções e tudo mais.

Quem acompanhou os poucos shows de 2007 deve ter percebido boas novidades em nossas canções. São novas influências e idéias que nos tem surgido, que tentamos aproveitar ao máximo.

Fica aqui mais uma vez agradecimento a todas as pessoas que acompanharam os Netos, seja a banda, ou seja algum membro da banda específico. E que estejam conosco nesse novo ano também.

Como diz uma canção por aí, “cinco estrelas, cinco vidas, cinco histórias todas unidas”... tem mais de cinco vidas unidas a nós, certo?

É isso. Abraços a todos.

Ah, e a nova paixão dos Netos: Au Revoir Simone.

Por Zelenski, ao som de Velvet Underground.

Stereomotive e Contraponto no Divina
Bons shows mostram que ambas bandas têm preparado ótimas  novidades

Na última madrugada de sábado para domingo, os frequentadores do Divina Comédia, em Mogi das Cruzes, contaram com dois ótimos shows ao vivo: Stereomotive e Contraponto.

Ambas as bandas, há algum tempo já, não fazem shows com a mesma frequência de antes, tornando assim suas apresentações mais especiais e procuradas.

Ok, agora falemos da noite. Quem se apresentou primeiro foram os rapazes do Stereomotive, que além de tocarem as já conhecidas músicas do EP (finalizando o show com a ótima Direito à Vingança), apresentaram também (belas) novas canções, além da algumas covers (e não, infelizmente não, entre essas covers não havia At The Drive In).

O fato do Divina não ser um lugar tão grande, além da boa aparelhagem e equalização, fez com que o som ficasse ótimo. Conseguia-se ouvir tudo claramente. Talvez só tenha faltado um pouco de animação por parte do público, que assistiu o show em seus respectivos lugares, apenas cantando junto e batendo o pé ou balançando a cabeça (mas isso é uma opinião totalmente pessoal, já que o público estava assim por que queria estar assim e assim, para eles,  estava bom).

Depois veio o Contraponto. Também tocaram as boas canções do CD Caos Global e apresentaram novas músicas, que mostram um Contraponto mais hardcore do que antes. Tão hardcore e agitador, que, neles sim, o público não se aguentou de parado e foi dançar, pular e cantar junto ao Fabião, no palco. Uma das coisas mais legais de se ver no Contraponto é a felicidade de se estar fazendo música que transpassa dos integrantes da banda (pulam, e cantam, e tiram a camisa para mostrar a pancinha, e riem e por aí vai...).

O bom de se fazer um show em um lugar que pode passar da meia noite, é não se preocupar tanto com atrasos das bandas, curtir cada momento da noite, seja na pista de dança, no bar ou com as bandas ao vivo.

Foi uma boa noite.


E por falar em saudade...
Aguardem por Canção Amiga e Distante, dos Netos

Netos ensaiou. Sabemos que uma banda tem que ensaiar sempre, que não é algo para ser noticiado. Mas no caso de Netos, é algo para se noticiar (e comemorar), já que a correria do dia a dia e do final de ano deixam o tempo escasso demais.

Enfim. Ensaiamos. E  de novidade estamos preparando as versões finais para Canção Amiga e Distante, que estão ficando um chuchu. A versão Low-fi vocês podem conferir no MySpace da banda. Entrem lá.

Por Zelenski, ao som de Rapture.

Dezembro Independente - Parte 2

Banzé
Caras divertidos!
 
Os caras do Banzé entendem do que fazem, tocaram sem parar pra descansar, muito embora a apresentação deles tenha sido totalmente animada e frenética, não pôde o publico acompanhar toda aquela energia rs... afinal de contas, foram mais de oito horas de Rock! onde vc pra se divertir, tem que pelo menos balançar a cabeça pra frente e pra trás enquanto houver um bumbo e uma caixa fazendo som!

Bom... mas esses caras conseguiram seu espaço no mundo alternativo a toa não  minha gente, os caras mandaram alguns covers "subliminares" que nos faziam pensar: "- caramba! olha só os caras meu!" Mutantes, Titãs e outros que o alcool não me deixou memorizar, e com certeza com tanta influência boa, suas musicas não ficariam por menos,  uma característica marcante deles são as melodias bonitas e simples, e poxa! do que mais eles, que se divertem tocando suas canções precisam pra se sentirem felizes?
 
Ludov
Banda Responsável!

Muito cuidadosos e preocupados com o som e seu público ludov fechou a noite com chave de ouro; Um fato pertinente a quem assistiu aquele show foi a confusão pra tentar entender quem era o baixista e guitarrista, ja que eles a todo momento trocavam de funções na banda, hora trocavam de intrumentos, hora trocavam de lugar e não de instrumentos e depois com os lugares trocados destrocavam os intrumentos... enfin! Foi um show bonito, tocaram vários singles conhecidos deles, e o publico que até então não tinha se manifestado nos show das bandas que antecederam ludov, foram até o pé do palco pra cantar aos berros as canções que traziam refrões bonitos e emocionantes pra quem ja estava familiarizado essas mesmas canções da banda; Ideologias e estilos de lado, trocamos o baterista e eu algumas palavras e piadas idiotas, onde ele demonstrou estar muito feliz com o show e as pessoas - que tbm estavam estontiantes - assim que  deceram do palco; Ludov mostrou que é possivel manter-se nesse patamar "Sucesso" sem problema algum.

"Eu um pouco bêbado dizia:
 - Caras! vcs tem que voltar pra tocar com netos hein!
Baterista sorriso de orelha a orelha pós-show:
 - É claro cara! Muitas vezes ainda viremos em Mogi!
Eu tirando um CD dos netos do bolso:
 - Blz! Vc pode jogar fora quando eu lhe der as costas tá?!
Comprimentando-me:
 - HAHAHAHAHA!

Segunda parte escrita por Charles Cabral

E finalizando...

É isso. Bandas se confraternizando, Mogi aprendendo a ter grandes eventos e muita boa música. Para terminar, vou aqui postar o comentário feito pelo Régis, do Somata, muito válido, em relação à organização do evento,:

"Fala Zelinski, valeu pelas palavras sobre o festival mas queria fazer uma ressalva a seu adendo sobre atrasos, uma vez que ficou estipulado com o ludov que a passagem de som seria das 11h às 12h e eles começaram 12h30 e terminaram quase 15h!! (lembre-se que Seamus deveria iniciar o fest às 14h30) Este foi o motivo principal de todo o atraso, que conseguimos recuperar no final (também fomos prejudicados uma vez que iríamos tocar 6 sons mas tocamos apenas 4)... Quanto a divulgação (sem contar as várias matérias que sairam em TODOS os jornais da região e em alguns sites especializados), fizemos 500 cartazes e 30.000 flyers que foram massivamente distribuidos em menos de 15 dias... o problema não foi divulgação, foi a população mogiana que AINDA é muito resistente a festivais independentes... Mas td bem... ano que vem tem mais e vamos continuar fazendo muito barulho nessa terra, rapaz... certeza!! Abs"

Isso esclarece muita coisa no que foi dito no post anterior. É isso, vamos esperar por mais eventos de grande e pequeno porte e, claro, o som não pode parar mesmo. Quanto mais barulho melhor!

Abraços a todos,
por Zelenski, ao som de DJ Sharan Jey.

Dezembro independente: tudo o que um festival independente tem (de bom e de ruim) – parte 1

Dezembro Independente 2007, evento organizado pela ONG Poranduba, que reuniu diversas bandas independentes da região ou não, que, inclusive, contou com a apresentação nossa, Netos da Revolução.

Vamos aos fatos (fatos, é claro, que podem ser contestados): O evento contou com tudo o que um festival independente tem, exatamente por ser independente: atrasos, problemas com o som, problemas com bandas atrasadas, divulgação... ainda sim, se percebe um crescimento em relação a grandes eventos nesta área, principalmente em Mogi, já que o Dezembro Independente aconteceu num bom local, que é o Clube de Campo, com dois palcos, técnicos de som, roudies e tal...

Falado do Festival em si, vamos às bandas, que cumpriram bem com o seus papéis. Antes de falar dos rapazes do Seamus, vale contar que o Ludov apareceu cedo no local, deixando o som passado e ajustado. Coisa até que rara quando se fala de bandas famosas. Não sei dos compromissos deles, mas pena não terem ficado para prestigiar as outras bandas, indo e voltando somente momentos antes e tocarem.


Ludov, passando o som antes do início do evento (Foto: Zelenski)

Seamus
Como sempre, os rapazes do Seamus fizeram uma boa apresentação e abriram bem o evento. Pena mesmo o fato do público maior aparecer mais tarde no evento, perdendo boas bandas como o Seamus.

Seamus, prestigiando o show do Somata (Foto: Seamus)

Netos da Revolução
Em seguida fomos nós. Tínhamos um repertório de 6 músicas, mas, apenas conseguimos tocar 5 (Garota de Verde infelizmente teve de ficar de fora, dando lugar à nova Você Já Me Esqueceu). Do ponto de vista do palco, fizemos uma apresentação bacana, continuamos apresentando nossas músicas novas, como Singela Lembrança, a Dor de Belerofonte e 5 estrelas, além da já citada Você Já Me Esqueceu. Com essas músicas mesmo, percebe-se que estamos cheios de novas influências. Esperem por mais coisas boas e novas, ok?
 
Netos, aguardando a apresentação do Seamus, no outro palco (Foto: Zelenski)

Hacienda
Pra dançar
É sempre certo de um bom show quando se tem Hacienda na programação. É impossível ficar parado nas músicas que são muito rock, que combinado com a bateria “abre-chimbal-fecha-chimbal” faz com que até o mais tímido dos rapazes queira dançar pra valer. Muito bom show.

Accidents
Aquela energia
Quem já foi num show dos Accidents, sabe como é a energia passada por eles. Guitarras ofensivas, gritos, pulos, quedas. Um dos pontos sempre forte do Accidents é a aproximação com o púbico, que talvez tenha sido prejudicado um pouco pelo fato do show ter sido feito num palco alto. Mas isso não atrapalhou na qualidade da apresentação.

Apresentação do Accidents (Foto: Accidents)

La Carne
Como sempre, muito bom
Empatando com o Mentecapto, La Carne fez o melhor show do dia. Com as já conhecidas características que não cansam nunca, como a guitarra limpa, ritmos dançantes, letras únicas e um Linari que dança como ninguém (pra deixar qualquer Jô Soares morrendo de inveja), o show do La Carne foi tiro certeiro naqueles que duvidam da qualidade de um evento com bandas independentes.

La Carne e suas mais que boas canções (Foto: Zelenski)

Motocontínuo
Choques e boas canções
Mesmo sem teclado, com choques na boca por causa do microfone (mesmo sendo trágico, gerou boas risadas – desculpe Guilherme), o Motocontínuo fez uma apresentação energizante. Estão com uma qualidade musical muito boa.

Motocontínuo e seus choques microfonais (Foto: Motocontínuo)

Cafetones
Bom e velho rock’n roll
Também já conhecidos no cenário underground mogiano, o Cafetones cumpriram novamente com o papel deles e um pouco mais. Além de fornecerem ao público o bom rock’n roll de sempre, apresentaram novas canções, que inclusive, percebe-se novas influências nelas. Vamos esperar para ver o que mais sai desses rapazes.

Fellaccios
Porra!
Eu percebi como eu estava com saudades de um show do Fellaccios. Mesmo com formação nova, os personagens continuam os mesmos, retirados parece que de um filme pornô-chanchada dos anos 70. E a apresentação, como sempre, muito boa, com humor picante e crítico e uma puta presença de palco a cargo do Alexandre. É... Fellaccios, Porra!


Maquiladora
Rock de primeira
Anunciando a queda do Corinthias à segunda divisão, as garotas do Maquiladora começaram o seu show mostrando com se faz rock de qualidade. Prefiro não cair no lugar-comum e falar que é uma banda só formada por garotas e sim falar que a apresentação da banda é de primeira, de gente que sabe o que está fazendo.

Blood Sugar
Capas de toalha de mesa, danças e muto mais
Mais rock de primeira, agora a cargo do Blood Sugar. Detalhe do Elvis entrar no palco com uma capa a lá Super-Man, só que feita com uma toalha de mesa. Além desse detalhe, como é bom vê-lo fazer aquelas manobras e danças enquanto toca guitarra. Blood Sugar é sempre um bom show para se assistir.

Blood Sugar, com o Elvis e sua capa (Foto: Zelenski)

Somata
Psicodelia mil
Guitarras psicodélicas, os três cantando, um uma hora pulando, outro outra hora no chão, muito barulho, muitas influências que se alternam em todos os momentos das músicas. Assim foi o show do super power trio Somata. Muito loucura e psicodelia.

Korova’s Vellocet
Um novo rock
Desde sua transformação em trio, eu não havia visto uma apresentação do Korova’s. É inegável dizer que um tanto eles mudaram. As influências ainda são as mesmas, mas consegue sentir mais os riffs de guitarras, estão mais evidentes, sente-se mais o peso da bateria e tal. Foi um show potente, muito bom.

Margaritas ante Porcus
Provocações a Jack Bouer
Quem participa da comunidade do Orkut Rock’n Roll Mogi das Cruzes sabe a discussão que rolou em relação aos conceitos do evento Dezembro Independente. Essa discussão foi encabeçada por um fake do Jack Bauer e deu no que falar. Enfim... essa história foi contada apenas para falar que o Caio, da PONG e vocalista do Margaritas, subiu ao palco com uma camiseta escrita “Jack Bouer”, em provocação a este episódio.
Bom, agora sobre a apresentação: Margaritas é conhecido pela boa presença de palco do Caio, que desta vez não foi diferente. E as músicas parecem mais preenchidas do que da última vez que eu as ouvi. Foi um show muito bom, com direito a provocações e boa música, assim como a boa arte deve ser.

Mentecapto
Mas o que é isso, meu Deus?
Não é segredo, Mentecapto sempre consegue botar todos pra dançar, se não pelo menos balançar a cabeça e cantar. E sempre com um grande envolvimento com o público. O melhor do dia, junto com o La Carne. Nas últimas músicas, o público não agüentou a distância entre o chão e o palco, e invadiu o palco, dançou, cantou, tocou bateria e guitarra e tudo mais que se era possível fazer. Muito bom, é de lavar a alma.

Mentecapto. Sem palavras. (Foto: Zelenski)

Essa primeira parte foi escrita por Zelenski, ao som de Queens Of The Stone Age.

Run, Lola, Run

Como diria a música de abertura do Yu-Yu Hakusho, “no corre corre da cidade grande...” e coisa e tal

Fim de ano, pessoal. Sossego? Não. Muito corre. Inclusive, falemos sobre isso. Devido ao corre de final de ano, principalmente meu, Zelenski (por causa de trabalho e fim de faculdade), Netos pode dar uma sumida nos próximos meses. Mas é pro bem, e ano que vem promete. Pra tudo, promete...

Novidades
Muitos vídeos

Pra quem não foi ao memorável show de dia 6, lá no Campus VI, vai gostar dessa novidade... ou não... rs... mas o que quero dizer é que está rolando no you tube três vídeos com as músicas Você já me esqueceu, Singela Lembrança e Horizonte Amarelo, tocadas ao vivo no Campus VI. Confiram:

Você já me esqueceu (inédita)

Horizonte Amarelo

Singela Lembrança


Resenha
Encontros e Desencontros

Sei que esse filme não é nenhum lançamento, afinal, ele é de 2003, mas como nem sempre é necessário falar de coisas novas, vamos lá: Encontros e Desencontros, da Sofia Coppola, com Bill Murray (que faz o ator Bob Harris) e (a mais do que bela) Scarlett Joahansson (que faz a jovem recém formada em Filosofia Charlote).

A história é basicamente esta: os dois estão em Tókio e os dois estão entediados. Ele por que é um ator que não faz mais filmes e está no Japão para gravar uma campanha de whisky, e ela por que é casada com um fotógrafo que está no Japão fazendo seu trabalho para uma banda de rock, passando assim maior parte no tempo no hotel ou procurando nas ruas de Tókio algo para fazer. Ambos estão hospedados no mesmo hotel e, digamos assim, “perdidos”. Aí começam todos os encontros e desencontros dos dois.

O filme tem ótimos momentos, que envolvem o público com o filme, como a cena do Karaokê, em que dá vontade de ser um dos figurantes amigos de Charlote, apenas para presenciar o momento, dançando ao som de More Than This.

Para quem espera um drama normal, com um fim normal, seja ele triste ou feliz, se decepciona, porque o filme apenas acaba. Deixa no ar para que o próprio público pense no que acontece depois.

E, merecendo um parágrafo a parte, a trilha sonora, que, por sinal é ótima. Entre boas canções de Kevin Shields, Sebastien Tellier, Death in Vegas, Phoenix e Happy End, duas bandas se sobressaem e dão um toque a mais no filme: My Blood Valentine, com Sometimes, e Jesus and Mary Chain, com Just Like Honey. Esta última, inclusive, tão bem encaixada no filme que chega a dar arrepios.

Um bom filme. Para se ter na prateleira. O DVD conta com bons extras, com making off, entrevista com Bill Murray e Sofia Coppola, clipe de Sometimes, cenas excluídas e mais. Vale a pena ter.

Música
Cinedisco, Louvre

Bem sei que já falamos até demais de Cinedisco aqui neste blog. Mas, como admirador da banda, tenho de falar como ficou bacana a nova versão de Louvre, que deve sair nesse próximo álbum da banda. Louvre já saiu na verdade no primeiro CD deles, mas em versão, digamos assim, low fi, que já era bem bacana. Confiram a nova versão:

Para mais cinedisco, clique aqui.

Por Zelenski, ao som Red Hot Cilli Peppers

Cheio de coisas

Infelizmente não poderei escrever sobre o show do Blood Sugar, pois não pude ir. Mas esperem mais um pouco que vou pedir para um dos rapazes escrever algo sobre como foi. Mas, pelo que li por aí, foi de arrebentar.

Resenha
Cafetones e sua musicalidade

Junto com o show dos Netos, no dia 6, teve o lançamento do EP dos Cafetones, de mesmo nome. Comprei no mesmo dia, mas só fui escutar por esses dias e me senti na obrigação de falar sobre o material.

A começar que a energia passada na gravação se aproxima com a sensação que temos ao vê-los ao vivo. Depois, o que mais me chamou a atenção é a musicalidade das canções, principalmente a cargo das guitarras e do vocal. O que eles fazem não é algo linear, segue o ritmo da música, saem do ritmo, em altos e baixos, com um bom equilíbrio.

Depois vale comentar de como está bem trabalhado o baixo e a bateria em todas as canções. Como já disse, e sempre digo quando falo de cafetones, a influência grunge ficam clara. Em papo de rock’n roll, eles não ficam devendo em nada.

O EP é composto por 8 músicas, 7 em inglês e 1 em português, que são: A Borderline Case, Dangerous City, Just A Little Girl, My Head, No Escuro, Old Feelings, Orbit e Your Pride. Confiram.

Bandas como Cafetones reforçam o novo slogan da cidade: Mogi, a Cidade do Rock.

Para mais cafetones, clique aqui.

Novidades
Clipe de Maldita Rotina

O nosso estimado amigo Zé Panda fez um clipe para Maldita Rotina, música nossa, Netos da Revolução, para o trabalho de conclusão do curso de Desenho de Animação. O resultado ficou mais que supimpa, confiram:

Link do clipe no You Tube: http://www.youtube.com/watch?v=Kbsv_K7oZmY

Artigo
Álbuns para que te quero?

Nos últimos tempos, o tema Internet e música têm sido muito abordados, em seus diversos aspectos. E dois focos que me chamaram atenção merecem alguns comentários: a Web 2.0 e o assassinato da música pela internet.

Primeiro Web 2.0 é o termo que tem sido usado para designar o amadorismo da produção de informação que a internet possibilita. Ou seja, o lance de blogs ou até mesmo sites terem informações que não são válidas, ou que não são tratadas da forma correta, e que isso devia ser feito apenas por profissionais. Ou seja, quem criou esse termo e conceito, meio que defende a idéia de que o público continue público e produtor de informação continue produtor de informação.

Bom, é óbvio que a internet está cheio de tralhas mesmo. Coisas inúteis, coisas que enganam, que são manipuladas. Mas não adianta, a internet é um espaço até anárquico, para todos, uma grande távola redonda, que não tem diferença entre ator e platéia. E isso é ótimo, no ponto de vista da liberdade de expressão e democratização da informação. Apenas cabe ao internauta saber procurar e saber consumir a informação que necessita na web. Simples.

Agora sobre as músicas. Comecemos pela obviedade também: a internet não está matando as músicas em si, mas sim as gravadoras. O que está ocorrendo com as músicas é outra coisa. Como está muito fácil do internauta baixar discos inteiros, todos os CDs de determinada banda, músicas de bandas novas aos montes, o público acaba não apreciando a música como se apreciava antes. A música ficou descartável.

Neste contexto, as bandas, principalmente as independentes (que dependem de internet) se vêem num contexto de criar músicas (singles) e lançá-las na rede, sem necessariamente lançar um álbum com 10 faixas e tal. Gravam (até em suas casas – Netos têm feito isso, com as novas canções) e lançam na internet.

E é isso que eu não queria que morresse: o álbum. John, no Pato Fu, disse numa entrevista ao site do Alto Falante (www.altofalante.com.br) que ele também não gostaria que a idéia do álbum morresse. “Não precisa ter o CD material. Que seja, grave 10 músicas e as lance na internet, junto com um layout novo do site, por exemplo. Isso por que o álbum mostra como estava a banda em determina época”, disse ele. Ou seja, esse momento que ele se refere são de emoções, ações, acontecimentos que são refletidos no álbum. Só com singles, esses sentimentos parecem ficar meio perdidos.

Por mim, vida longa aos álbuns. E à internet também, sem uma coisa interferir com a outra.

Novidades
Sugestão de hoje (e da semana também)

Uma rápida sugestão de um bom som: Comma. É um folk feito por duas garotas, uma com violão e outra na bateria. Algo simples, minimalista, mas funciona muito bem. Confira Bege, de Comma:

Para mais coisas delas, clique aqui.

Por Zelenski, ao som de Deixa Fudê, do último CD do Cachorro Grande.

Ensaio pós-show

Ainda estamos empolgados com a repercussão do show de semana passada. Pessoas nos elogiando, pedindo o CD, entrando na comunidade do Orkut... a sensação não podia ser outra se não algo agradabilíssimo. Esperamos novas datas para breve.

Nessa empolgação, fizemos um ótimo ensaio hoje. As músicas novas estão ficando redondinhas. Nada definido, mas estamos pensando em gravar um EP com 6 músicas ou algo parecido com isso. Mas é só especulação ainda, precisamos pensar em pré-produção, local de gravação, quais canções e, obviamente, dinheiro. Mas vamos ver, vamos ver...

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Blood Sugar, Seamus, La Carne e Somata, dia 20

Enfim, vamos ver o Blood Sugar tocar. Para quem não sabe, no Blood Sugar tocam como guitarrista e baixista respectivamente o Elvis e o Athos. Além deles, temos o nosso estimado amigo Ney nos vocais e guitarra e o Pablo, do Cafetones, na bateria.

As bandas que dividirão o palco também são ótimas, o que me deixa muito ansioso pelo dia do show, que são Seamus, Somata e La Carne. Já resenhamos um show do La Carne aqui no blog. Sabemos o quão bom é uma apresentação deles. E que toquem Jukebox, na minha opinião, a música mais foda deles.

Marquem aí: dia 20 de outubro, às 17 horas, no bar campus VI (Rua Carlos Ferreira Lopes, perto do Extra). Ingressos a três reais.

Bom, abraços a todos. Vemos-nos lá.

Por Zelenski, ao som de Seamus.

Show!

É, passada a ressaca do show de sábado vamos aos fatos: ficamos contentíssimos com a repercussão do show do dia 6, lá no Campus VI. Pessoas falando bem, procurando o CD, e coisa e tal. Muito bom, agradecemos a todos q eu foram.

Para quem não foi, uma rápida passagem de som de como foram as coisas:

A noite começou com atrasos e corres, mas acontece, afinal, esses últimos eventos são todos feitos no princípio da parceria, camaradagem, onde tem prevalecido mais o ideal de eventos independentes do que o retorno financeiro em si. Mas passado isso, vêm as emoções.

A primeira banda da noite foi o Accidents. Uma apresentação cheia de energia, com uma bela presença de palco por conta do vocalista e músicas vorazes. Tudo que o rock permite.

Depois fomos nós, os Netos. Saudade do capeta dos palcos, dos amigos, das músicas. Eu não posso falar da ótica de público como foi o show, mas do ponto de vista do palco, foi ótimo. Para lavar a alma. Como prometido, um show novo, com músicas novas e velhas, e a surpresa da nossa versão de Boys Don’t Cry, clássica canção do Cure, que se emendou com Garota de Verde. Esperamos mais shows... e em breve.

Em seguida, subiram os rapazes do Cafetones, que na ocasião lançaram o tão aguardado EP. A apresentação foi mais do que boa, um ótimo rock, com clara influência grunge, mas com diversos outros elementos, que faz com que prestemos o máximo de atenção em cada música, pois se percebe detalhes que dão um diferencial em tanto nas canções. Hora um baixo trabalhado aqui, um riff nervoso ali, uma conversão acolá, e por aí vai...

Fechando a noite, os Ecos Falsos (ouvia-se pela noite Ecos da Revolução ou Netos Falsos... mas piadas a parte, continuemos a resenha). Eles see perderam pra chegar em Mogi (foram para no outro campus da UBC, no outro Extra Hipermercados) mas chegaram. E fizeram um show em tanto, com canções tanto da demo (que foram lançada em Mogi também, na ocasião do Ice Rock, em 2005) quanto do novo CD, trocas de instrumento entre todos os integrantes, com exceção do batera (este, inclusive, que deu um show a parte na bateria). Pena apenas o fato do som ter ficado um tanto saturado. Tirando isso, tudo de bom.

É isso, rapaziada. Agradecemos a todos que foram e esperamos por mais shows. Mais e mais, sempre.

Abraços a todos!

Fim do recesso; e que venha o show.

Duas semanas se passaram e nada de novo passou por aqui, certo?
Certíssimo. As vidas andam corridas como nunca, e é assim que deve ser. Fiquei um tempo sem internet, mas cá estamos novamente. Vamos às novidades então:

Continua em pé, obviamente, a nossa volta aos palcos, no dia 6, no bar Campus VI, com as bandas Ecos Falsos, Cafetones e Accidents. Atenção, que havíamos anunciado a patota por 3 reais, mas na verdade o valor é 4 reais. Pelo menos é o que dizem os cartazes. O horário de início do evento é às 17 horas. Estejam lá, vamos tomar um drink e bater um papo antes do show.

Ah sim, e continuam em pé as surpresas prometidas e também a promessa de um show novo, com novas cantigas. E uma nova guitarra, certo Elvis?

 

Novas canções

Visitem o My Space e verão que temos algumas novidades. São as músicas caseiras Distante, feita pelo Charles, e Canção Amiga, feita pelo Elvis. Retratam um pouco essa nova fase dos Netos da Revolução. Confiram e aproveitem ao máximo destas canções.

Boas iniciativas

Bom, não é novidade para ninguém que o Trama Virtual manda bem ao divulgar e disponibilizar gratuitamente as bandas independentes de todos os estilos na internet. Agora, na verdade há uns meses já, eles estão com um projeto novo de remuneração da banda.

É mais ou menos assim. Tem o dinheiro mensal dos patrocinadores, que são divididos entre todas as bandas cadastradas, dependendo do número de vezes que suas músicas forem baixadas. Ou seja, o usuário faz download gratuito e a banda ganha por isso.

Isso, além de ser um projeto inovador, está incentivando bandas como Pública, Ecos Falsos e Ludovic (esta já divulgava o CD Servil na íntegra há muito tempo na verdade) a disponibilizar discos inteiros para download. Assim como nós fazemos também.

É a internet se tornando aliada das bandas.

É isso. Abraços a todos e até sábado (vulgo, amanhã).

Por Zelenski, ao som de Louise Attaque.

Um show com novidades e surpresas

Pois é. Há muito que os Netos não se apresentam, certo? Esperemos que a saudades que sentimos do palco seja a mesma que o nosso querido público sinta de nós.

Vamos justificar o título: novidades e surpresas. Novidades eu já comentei em textos anteriores. Estamos com um show novo, com músicas novas. Isso não quer dizer que não tocaremos músicas do primeiro CD, por que nós a tocaremos sim. Mas haverá as músicas Horizonte Amarelo e Singela Lembrança com a banda toda tocando (na internet você encontra versões gravadas em casa), Terceiro Direito do Sol, A Dor de Belerofonte, Cinco Estrelas e Tamanco Rosa.

E as surpresas? Bom, serão surpresas, mas já dá pra imaginar o que vai rolar. Serão duas músicas não nossas que há muito já poderiam ser tocadas por nós. Uma, bastava apenas continuarmos, a outra, será como uma homenagem há uma das bandas que mais nos influenciam. Pela homenagem e também pelo prazer que nos proporciona tocar uma música que gostamos.

Bom, lembrando, dia 6 de outubro, no Campus VI (Rua Carlos Ferreira Lopes, 215, Mogilar), junto com as bandas Cafetones (lançamento do EP), Accidents e Ecos Falsos. Bagatela de três reais.

Nos vemos lá.

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Felicidade é algo simples

Um almoço com alguns Netos e Flegma. Almoço vegetariano, detalhe. Com direito à batida de bola (ainda bem que não fomos chamados para o Rock Gol, seriamos aquele time mais tirado de todos), bola em cima da comida, basquete dois contra dois, e por ai vai...

Nos fez um bem do cão. Risadas mil, caras vermelhas de tanto correr, pernas-de-pau (o bobo era sempre o Charles, rs)...

E tudo isso foi seguido de um bom ensaio, com os Netos completos então. Seguido de uma cerveja com papos malucos e sinceros.

Os rumos vão seguindo.

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Mais um

Estou com um novo blog. Um mais livre, para escrever o que eu quiser, como quiser, sobre o que quiser. Não é para chutar o balde ou falar mal do governo ou do capitalismo (tenho mais o que fazer). É apenas algo mais espontâneo. Quem quiser conferir, www.comomandaofigurino.blogspot.com .

Mantenho, ainda que nas coxas, o meu blog de crônicas (www.zelenski.zip.net).

É isso.

Abraços a todos.

Por Zelenski, ao som de Editors (Escape de Nest)

Pau no c* do Elton Jhon
E outras histórias de como foi o show do Pública em Mogi

Está ficando cada vez mais evidente que Mogi das Cruzes está se tornando (ou recuperando o status de) Cidade do Rock. Shows de qualidade, bandas boas surgindo, interatividade entre cidades, organização mandando bem... é o caminho. E sábado último, 9 de setembro, foi dado mais um passo para esse objetivo, com o show das bandas Pública (do sul, indicada como Aposta MTV, no VMB 2007), Mentecapto, Detroit (SP) e G.A.T., no já marco da alternatividade musical de Mogi, bar Campus VI.

A noite foi aberta pela melancólica G.A.T. (para quem não sabe, Geração do Amor Transgênico), que, por ser a primeira, sofreu um tanto para ajustar a altura dos instrumentos e vocal. Mas, na música Unity, o som já estava equilibrado e podemos curtir a performance da banda, que consegue ser incrivelmente uniforme, passando toda a melancolia e agitação que as canções carregam.

Depois vieram os paulistanos Detroit, cuja a camiseta do Kiss do vocalista já denunciava que daquele palco sairia Rock’n Roll. E foi no que deu. Rock de primeira, com uma rápida guitarra, bateria agressiva e vocal que fez jus à camiseta usada.

Em seguida, um dos shows mais esperados: Mentecapto. Safados os rapazes que mandam muito bem ao vivo e têm gravações que, a julgar de primeiro ouvido, diz ser de uma banda do mainstream (pensando no lado bom do mainstream). Ele só não decepcionaram o público, como também foram eleitos pelos caras do Pública como o melhor show que eles viram nos últimos tempos. O show foi tão bom que gerou até raiva (risos) de nós, público (escute no link abaixo da resenha).

E agora, por último e logicamente não menos importante, Pública. Momentos antes do show, conversamos com os rapazes sobre VMB, internet, cidades novas, e acabamos caindo num assunto que é tabu para muitas bandas independentes: a figura do produtor. “Uma coisa é você vender o próprio peixe. Outra é ter alguém para fazer isso”, diz Guri, guitarrista do Pública, banda que teve uma grande abertura no mundo musical após passarem a ter um produtor.

Confira outros trechos da entrevista:

Ainda durante a conversa, um dos assuntos falados foi em relação ao uso de internet. Foi unânime a opinião de banda em dizer que para as bandas a internet é uma grande aliada. E foi unânime também a opinião “pau no cú do Elton Jhon”, quando falamos da opinião dele sobre a internet (ele defende o fim da grande rede de computadores, alegando que as pessoas não compram mais discos, não se comunicam direito).

Enfim, o show: além de lindos instrumentos, o Pública emocionou a todos, botou uns pra dançar, outros só pra curtir, cantou a bela Long Plays, entre outras belas canções muito bem executadas.

Foi isso. A meia noite se aproximou e tudo, como sempre, acabou. Mas ficou aquela sensação de estarmos em um bom lugar, com bons acontecimentos. Que venham mais shows assim.

Um pouco de bebida e raiva dos Netos

Como dito, Mentecapto fez um show tão bom que gerou raiva em nós, reles Netos da Revolução, rs. Juntando um pouco da ação do álcool, algumas palavras foram ditas como forma de expressão momentânea e bêbada. Confira:

 

Show dos Netos: era verdade!

Para aqueles que pensavam que era lorota essa história de show dos Netos da Revolução, seguem os dados oficiais:

Dia 6 de outubro, às 17h30, no bar Campus VI (Rua Carlos Ferreira Lopes, 215, Mogilar, Mogi das Cruzes) junto com as bandas: Cafetones, Ecos Falsos (A sereia!!!....rs) e Accidents. Bagatela: três reais.

Para quem for, esperem por novas canções (algumas já tocadas em alguns shows), como: A terceira direita do Sol, A dor Belerofonte, Tamanco Rosa, Cinco Estrelas, Singela Lembrança e Horizonte Amarelo. Além das clássicas, é claro.

 Nos vemos lá.

resenha
O Grande Chefe
Uma comédia afiadíssima de Lars von Trier

 

Em andanças pela Paulista, na tarde do feriado, sem querer ir para casa, pensando na vida e talvez em fazer alguma coisa, eis que surge uma amiga que há muito não a via. Tomamos um gostoso sorvete casquinha com duas bolas (eu pedi uma sabor café e outra sabor doce-de-leite, resultando num sorvete sabor café com leite) e depois um pulo no cinema, para assistir a um filme (que quase não assistimos, a julgar pelo cartaz) muito bom: O Grande Chefe, de Lars von Trier.

Quem assistiu Dançando no Escuro (aquele com a Bjork), Manderlay ou Dogville sabe que o diretor dinamarquês foge dos padrões já vistos no cinema. E em seu novo filme, O Grande Chefe (Direkøtren for det hele, 2006), ele conseguiu manter sua linguagem só que agora em uma comédia.

O drama maluco é mais ou menos esse: um ator é contratado para representar um grande chefe, em uma empresa. Esse grande chefe teoricamente está sempre viajando nos EUA, por isso nunca aparece na empresa. Porém sempre manda ordens, geralmente ruins. E o ator, no papel de grande chefe, terá de vender a empresa, sendo o “vilão” para os funcionários.

Von Trier consegue tirar risadas do público principalmente por causa do cinismo das cenas e diálogos, da muita ironia, dos cortes de câmeras e closes. Nenhum efeito é usado, apenas o diálogo, com muito cinismo é claro. E a fórmula é perfeita. É uma comédia suave, crítica, e gostosa de assistir, que você do cinema com a sensação de quem assistiu uma comédia, sem precisar ter visto um filme “pipoca” hollywodiano.

 

por Zelenski, ao som de Stereoscope.

Cães de aluguel – de Tarantino mesmo

Não é segredo para ninguém que Tarantino tem alguma obsessão por sangue. Basta assistir Kill Bill vol. 1 e 2,  Amor à queima roupa e O Albergue para perceber a paixão pelo vermelho.

Mas, essa característica não vem de agora. Um dos filmes mais polêmicos, irônicos e tragicômicos já lançados até então está para completar 16 anos. E é de Tarantino: Cães de Aluguel (Reservoir Dogs, 1992).

O filme conta a história de 6 criminosos, cujos codinomes são cores (com direito à Mr. Pink), que se metem em uma enrascada por causa de um traidor, policial infiltrado na gangue. E resta saber quem é o traidor.

O filme é tenso e algumas cenas são desesperadoras, tanto para os personagens do filme quanto para o público. E, para surpresa de quem só assistiu aos filmes mais recentes de Tarantino, perceberá que o Mr. Brown é o próprio Tarantino. “Mas Sr. Marron não seria algo como Sr. Merda?”, diz Mr. Brown quando lhe delegam o codinome.

É Clássico. Lá fora, ano passado, foram lançadas duas versões especiais de 15 anos de Cães de Aluguel, uma com a capa em formato de lata de gasolina e outra em caixa de fósforo. Se não der para conferir essas edições especiais, confiram o filme na edição normal mesmo. Vale totalmente a pena.

Guitar Hero 3

Ainda não divulgaram todas as músicas do próximo Guitar Hero. Mas divulgaram essa semana que haverá Ruby, do Kaiser Chiefs e I´m the Band, do Hellacopters. Legal, né?

Também já estão confirmadas My Name is Jonas, do Weezer, Repitilia, dos Strokes, Cherub Rock, do Smashing Pumpkins, Suck My Kiss, do Red Hot, 3’s and 7’s do Queens, Even Flow, do Pearl Jam, Kinghts of Cydonia, do Muse, Sabotage, do Beastie Boys, entre outras músicas.

Show! Show! Show!

De quem? Dos Netos, oras. Vamos confirmar direitinho os dias, horários, valores e parceiros de palco, mas é certo que serão duas datas em setembro.

Já era hora, né? As pessoas que freqüentavam nossos shows terão agradáveis surpresas com as nossas músicas novas, e quem nos conheceu pela internet poderá conferir as músicas Singela Lembrança e Horizonte Amarelo com a banda toda tocando.

Promessas de boas sensações a todos.

Noção de Nada acabou. 1994 – 2007.

 

A ótima banda carioca Noção de Nada terminou. Depois de 13 anos de existência, a banda resolveu acabar, alegando que os membros não possuem mais as mesmas idéias. Justificável, é claro.

Um mundo de tempo, 13 anos. Muitas coisas acontecem, começam, acaba, são interrompidas, continuam, recomeçam. Com Noção deve ter sido assim. Imagino, agora, que coisas novas virão de seus membros.

Um rápido passeio pelo mundo Noção de Nada:

Manifestos Líricos (1999): guitarras rápidas e vorazes, que conta com as ótimas Tristes Fins, Perdas, Por Você e Distantes Visões (que virou versão na mão do Street Bulldogs, no CD Faces do Terceiro Mundo).

Trajes e Comportamentos de acordo com os eventos e ocasiões (2001): Para mim, o melhor CD do Noção. Você fica bobo com as guitarras que parecem duelar e sua origem na bossa nova, transformada em hardcore. Tem as ótimas Diploma (transformada pelo Dead Fish, também no Faces do Terceiro Mundo), Diário e Conselhos não Fizeram mais por mim.

Faces do Terceiro Mundo (2002): é um dos projetos mais criativos que já vi na música, que, neste caso, gerou um dos melhores discos de hardcore já lançados. Quatro bandas (Noção de Nada, Dead Fish, Reffer e Street Bulldog) gravaram uma música inédita e uma cover de cada uma das bandas envolvidas. Assim, Noção gravou a então inédita Vitrine, fez versões de Me Ensina, do Dead Fish (ficou ótimo, a música devia ser do Noção), Take Control, do Reffer e Only the Rage Survives, do Street. Seus amigos gravaram: Distantes Visões (Street), Diploma (Dead Fish) e Propósito Nenhum (Reffer).

Trilogia Suja de Copacabana (2004): cheio de hits, é o melhor depois de Trajes e Comportamentos. Tem as músicas Impar, Feliz, Mais Um Fim, Antes da Enchente, Copacabana, Quando Palavras Não me Machucarem Mais e outras.

Sem Gelo (2006): Bill deixa a bateria, ficando livre para o vocal. Até então, ele tocava bateria e cantava. Era um show a parte isso, mas o resultado não desagradou. As guitarras ficaram mais trabalhadas ainda, o som ficou mais leve, porém mais rico. Desse CD, destacam-se "Aspirina", "A Partir de Agora", "Um Segundo" e "Garçom, Sem Gelo, Por Favor".

É isso. Fui em dois shows do Noção. Um faz tempo, com o Bill na batera ainda. Me fez um bem do cão aquele show. Quase não conseguimos voltar pra casa (todos os Flegmas haviam ido), pois acabou tarde, era no Hangar 110, e tínhamos de voltar pra Mogi ainda (e eu, acordar às 4 da manhã!), mas valeu a pena.

O outro foi em Mogi, com o Bill só no vocal e com novas canções. Não decepcionou e fez bem a todos que estavam lá.

Noção foi uma boa banda. As suas músicas continuam boas. Quem essas fiquem em nossos CDs e MP3s, e que os palcos sempre sejam preenchidos por boas bandas, novas ou antigas.

Por Zelenski,
Ao som de This is a Song, Magic Numbers.

Novo clipe dos Magic Numbers: Undecided

Aquela banda de fofinhos que agradou a todos (inclusive a crítica) no Festival Indie, os Magic Numbers, está com clipe novo. A música de vez é Undecided, do CD Those the Brokes. Confiram: 

A banda tem tudo para ser chamado do que atualmente indicam como Indie (possuem MySpace, carisma, camisa xadrez, barbas, canções singelas e/ou agitadinhas dançantes e por aí vai), porém não pense que ela cai em estereótipos. São marcantes as guitarras com inspirações no jazz e no blues, vocais que alternam entre o masculino e feminino, músicas criativas e acolhedoras.

Malditos sejam os shows internacionais que acontecem às quintas (“ah! Mas você pode ir depois do trabalho”, você diz, e eu replico “Mas e para quem trabalha de madrugada?!”), como foi o Festival Indie este ano.

Bom, o Tim Festival está ai (ansioso por Juliette and the Licks, e vocês?).. e será num Domingo, graças aos céus.

Pra dizer de Netos

Um pouco parados, né? Para não deixarmos você na mão, um videozinho com uma música inédita, gravada num ensaio. A qualidade não está lá essas coisa, mas dá pro gasto. Segue, a Dor de Belerofonte:

 

É isso. Abraço a todos!

Por Zelenski, ao som de Tegan and Sarah.

Phone trio

Há poucas semanas Mogi sediou um show da banda carioca Phone Trio (que foi junto com Plano Próximo, Cinedisco...), que, na época, estava para lançar seu CD. Então, o CD foi lançado, Brickwall, e pode ser conferido na íntegra no iPod do site Zona Punk (http://www.zonapunk.com.br/). Vale a pena conferir.

Digo que vale a pena por que este é um bom CD. As melodias são bem empolgantes (por que não dizer dançante?), com direito a uma quase balada (como meu CD ainda não chegou, não sei o nome da música, rs.). E mesmo as letras sendo inglês, mesmo você sendo um leigo na língua, dará vontade de cantar junto. Confiram. O que está rolando agora é Crystal Clear, do CD Brickwall.

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Estúdio Coca-Cola

E sabe qual vai ser a próxima mistura da Estúdio Coca-Cola, da MTV? Skank e Nação Zumbi. Aposto numa coisa boa, e vocês?

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Columbia

E achei um bom vídeo da ótima banda Columbia, no youtube. São três canções (as melhores inclusive): Marcela e Fernanda (versão com a banda inteira, e não a acústica), Amanhã e Antes.

Essa banda é um dos achados nossos tramavirtuaísticos e myspacísticos. Eles tem um som bem agradável, bem feito, que lembra Pato Fu, Ludov, Los Hermanos e por aí vai. Segue o vídeo:

 


Por Zelenski,
ao som de Crystal Clear, Phone Trio.

Pato Fu. Daqui pro Futuro.
Já no futuro

Não é mistério para ninguém: a Internet chegou, e chegou pra ficar. Esse fato abalou demais o mercado fonográfico, no que se diz em relação à distribuição de música gratuita (legal ou não), afetando diretamente às grandes gravadoras.

As bandas, hoje em dia, vivem praticamente de seus fãs, que compram CDs e vão aos shows, e, simultaneamente, tentam transformar a internet em uma aliada, e não inimiga (basta lembrar da época que o Offspring, tendo suas músicas pirateadas pelo software Napster, começou a piratear o próprio Napster, vendendo no seu site camisetas com o logo do software).

Falamos que falamos pra chegar ao assunto desta resenha: o novo CD do Pato Fu, Daqui pro Futuro. Antes de falar das canções inéditas, vale lembrar da estratégia usada pela banda: um mês antes do lançamento oficial do CD, eles disponibilizaram todas as faixas do álbum na internet (no site www.uolmegastore.com.br) que são vendidas a R$0,99 cada. Todas as músicas ficam R$ 9,90. Esse fato foi bem divulgado nas mídias (jornais, revistas...).

O Pato Fu não está inovando com isso. Muitas bandas e artistas já fazem isso. Mas esse é um bom momento para se pensar no que já está sendo feito para reverter o cenário da “Internet vilã”. Não só as bandas têm que pensar nisso: as gravadoras e o público também devem pensar com está suas posturas, respectivamente, como gravadoras e público.

Um Pato Fu mais calmo

Daqui pro Futuro mostra um Pato Fu mais calmo, sem as esperadas pirações (como na já muito conhecida – e boa - Rotomusic de Liquidificapum, do CD de mesmo nome). E isso, por incrível que pareça, não é ruim, mesmo se tratando de Pato Fu. Apenas não vão escutar o álbum na esperança de coisas superalternativas e tal. Deve-se ir com a mente limpa.

Essa calma é percebida em diversas canções, como 30.000 pés e a ótima Mamã Papá, singela canção que fala sobre ser mãe. Até a cover Cities in Dust foi encorpada com um instrumental e vocal mais calmo. Mas se você insistir e quiser algo mais agitado, pode se deliciar com Woo!.

Em relação à criação da música, John falou para a Ilustrada, da Folha, que diversos sons colocados na música são eletrônicos, mas que imitam o instrumento de verdade, como o som de harpa, por exemplo.

Como diz o Pato Fu, em Daqui pro Futuro, o futuro está logo ali. Não se atrasem... em todos os sentidos.

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Capote no Kansas: um livro ilustrado
Mais do show de Truman

Truman Capote é precursor do jornalismo literário, forma de jornalismo que utiliza elementos da literatura para escrever sobre fatos reais (livros-reportagens são bons exemplos de jornalismo literário), com sua magnífica obra “A Sangue Frio”. E, a forma como Capote produziu esse livro, intriga a muitos até hoje, e gerou já dois filmes: Capote (2005) e Infamous (Confidencial, na versão nacional, de 2006).

Saindo das telas, a história de Capote foi para a literatura em quadrinhos, no novo Capote no Kansas, com roteiro de Ande Parks e ilustrações de Chris Samnee (Editora Devir, 2007).

“A Sangue Frio” conta a chacina da família Clutter, no Kansas, a partir de pontos-de-vista inusitados, com uma linguagem inovadora, principalmente no jornalismo. Para escrever a obra, Capote foi até o Kansas e, dando a cara a tapa e com muita coragem, conversar com todos, se envolveu com a história e suas personagens (das mais diversas formas), resultando no melhor livro do gênero.

E Capote no Kansas, por meio dos ótimos traços de Chris Samnee, conta a trajetória de Truman Capote, as experiências, os fatos fantasmagóricos, que resultaram em “A Sangue Frio”. Vale a pena conferir.

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E um pouco de Netos da Revolução

Um pouco sumidos, ao menos no mundo digital. Mas aqui estamos. Ensaiamos semana passada, e foi um bom ensaio: conseguimos fechar algumas músicas que estavam pendentes. E ensaiaremos hoje novamente. Mais um pouco, e já voltaremos a nos apresentar. Estamos na sede por fazer shows.

Por hora, é isso, amigos.

Abraços

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Ah! Cafetones amanha, domingo, no Campus VI. Vamos?

Por Zelenski,
Ao som de Interpol.

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