Dezembro Independente - Parte 2
Banzé
Caras divertidos!
Os caras do Banzé entendem do que fazem, tocaram sem parar pra descansar, muito embora a apresentação deles tenha sido totalmente animada e frenética, não pôde o publico acompanhar toda aquela energia rs... afinal de contas, foram mais de oito horas de Rock! onde vc pra se divertir, tem que pelo menos balançar a cabeça pra frente e pra trás enquanto houver um bumbo e uma caixa fazendo som!
Bom... mas esses caras conseguiram seu espaço no mundo alternativo a toa não minha gente, os caras mandaram alguns covers "subliminares" que nos faziam pensar: "- caramba! olha só os caras meu!" Mutantes, Titãs e outros que o alcool não me deixou memorizar, e com certeza com tanta influência boa, suas musicas não ficariam por menos, uma característica marcante deles são as melodias bonitas e simples, e poxa! do que mais eles, que se divertem tocando suas canções precisam pra se sentirem felizes?
Ludov
Banda Responsável!
Muito cuidadosos e preocupados com o som e seu público ludov fechou a noite com chave de ouro; Um fato pertinente a quem assistiu aquele show foi a confusão pra tentar entender quem era o baixista e guitarrista, ja que eles a todo momento trocavam de funções na banda, hora trocavam de intrumentos, hora trocavam de lugar e não de instrumentos e depois com os lugares trocados destrocavam os intrumentos... enfin! Foi um show bonito, tocaram vários singles conhecidos deles, e o publico que até então não tinha se manifestado nos show das bandas que antecederam ludov, foram até o pé do palco pra cantar aos berros as canções que traziam refrões bonitos e emocionantes pra quem ja estava familiarizado essas mesmas canções da banda; Ideologias e estilos de lado, trocamos o baterista e eu algumas palavras e piadas idiotas, onde ele demonstrou estar muito feliz com o show e as pessoas - que tbm estavam estontiantes - assim que deceram do palco; Ludov mostrou que é possivel manter-se nesse patamar "Sucesso" sem problema algum.
"Eu um pouco bêbado dizia:
- Caras! vcs tem que voltar pra tocar com netos hein!
Baterista sorriso de orelha a orelha pós-show:
- É claro cara! Muitas vezes ainda viremos em Mogi!
Eu tirando um CD dos netos do bolso:
- Blz! Vc pode jogar fora quando eu lhe der as costas tá?!
Comprimentando-me:
- HAHAHAHAHA!
Segunda parte escrita por Charles Cabral
E finalizando...
É isso. Bandas se confraternizando, Mogi aprendendo a ter grandes eventos e muita boa música. Para terminar, vou aqui postar o comentário feito pelo Régis, do Somata, muito válido, em relação à organização do evento,:
"Fala Zelinski, valeu pelas palavras sobre o festival mas queria fazer uma ressalva a seu adendo sobre atrasos, uma vez que ficou estipulado com o ludov que a passagem de som seria das 11h às 12h e eles começaram 12h30 e terminaram quase 15h!! (lembre-se que Seamus deveria iniciar o fest às 14h30) Este foi o motivo principal de todo o atraso, que conseguimos recuperar no final (também fomos prejudicados uma vez que iríamos tocar 6 sons mas tocamos apenas 4)... Quanto a divulgação (sem contar as várias matérias que sairam em TODOS os jornais da região e em alguns sites especializados), fizemos 500 cartazes e 30.000 flyers que foram massivamente distribuidos em menos de 15 dias... o problema não foi divulgação, foi a população mogiana que AINDA é muito resistente a festivais independentes... Mas td bem... ano que vem tem mais e vamos continuar fazendo muito barulho nessa terra, rapaz... certeza!! Abs"
Isso esclarece muita coisa no que foi dito no post anterior. É isso, vamos esperar por mais eventos de grande e pequeno porte e, claro, o som não pode parar mesmo. Quanto mais barulho melhor!
Abraços a todos,
por Zelenski, ao som de DJ Sharan Jey.
Dezembro independente: tudo o que um festival independente tem (de bom e de ruim) – parte 1
Dezembro Independente 2007, evento organizado pela ONG Poranduba, que reuniu diversas bandas independentes da região ou não, que, inclusive, contou com a apresentação nossa, Netos da Revolução.
Vamos aos fatos (fatos, é claro, que podem ser contestados): O evento contou com tudo o que um festival independente tem, exatamente por ser independente: atrasos, problemas com o som, problemas com bandas atrasadas, divulgação... ainda sim, se percebe um crescimento em relação a grandes eventos nesta área, principalmente em Mogi, já que o Dezembro Independente aconteceu num bom local, que é o Clube de Campo, com dois palcos, técnicos de som, roudies e tal...
Falado do Festival em si, vamos às bandas, que cumpriram bem com o seus papéis. Antes de falar dos rapazes do Seamus, vale contar que o Ludov apareceu cedo no local, deixando o som passado e ajustado. Coisa até que rara quando se fala de bandas famosas. Não sei dos compromissos deles, mas pena não terem ficado para prestigiar as outras bandas, indo e voltando somente momentos antes e tocarem.

Ludov, passando o som antes do início do evento (Foto: Zelenski)
Seamus
Como sempre, os rapazes do Seamus fizeram uma boa apresentação e abriram bem o evento. Pena mesmo o fato do público maior aparecer mais tarde no evento, perdendo boas bandas como o Seamus.
Seamus, prestigiando o show do Somata (Foto: Seamus)
Netos da Revolução
Em seguida fomos nós. Tínhamos um repertório de 6 músicas, mas, apenas conseguimos tocar 5 (Garota de Verde infelizmente teve de ficar de fora, dando lugar à nova Você Já Me Esqueceu). Do ponto de vista do palco, fizemos uma apresentação bacana, continuamos apresentando nossas músicas novas, como Singela Lembrança, a Dor de Belerofonte e 5 estrelas, além da já citada Você Já Me Esqueceu. Com essas músicas mesmo, percebe-se que estamos cheios de novas influências. Esperem por mais coisas boas e novas, ok?
Netos, aguardando a apresentação do Seamus, no outro palco (Foto: Zelenski)
Hacienda
Pra dançar
É sempre certo de um bom show quando se tem Hacienda na programação. É impossível ficar parado nas músicas que são muito rock, que combinado com a bateria “abre-chimbal-fecha-chimbal” faz com que até o mais tímido dos rapazes queira dançar pra valer. Muito bom show.
Accidents
Aquela energia
Quem já foi num show dos Accidents, sabe como é a energia passada por eles. Guitarras ofensivas, gritos, pulos, quedas. Um dos pontos sempre forte do Accidents é a aproximação com o púbico, que talvez tenha sido prejudicado um pouco pelo fato do show ter sido feito num palco alto. Mas isso não atrapalhou na qualidade da apresentação.
Apresentação do Accidents (Foto: Accidents)
La Carne
Como sempre, muito bom
Empatando com o Mentecapto, La Carne fez o melhor show do dia. Com as já conhecidas características que não cansam nunca, como a guitarra limpa, ritmos dançantes, letras únicas e um Linari que dança como ninguém (pra deixar qualquer Jô Soares morrendo de inveja), o show do La Carne foi tiro certeiro naqueles que duvidam da qualidade de um evento com bandas independentes.
La Carne e suas mais que boas canções (Foto: Zelenski)
Motocontínuo
Choques e boas canções
Mesmo sem teclado, com choques na boca por causa do microfone (mesmo sendo trágico, gerou boas risadas – desculpe Guilherme), o Motocontínuo fez uma apresentação energizante. Estão com uma qualidade musical muito boa.
Motocontínuo e seus choques microfonais (Foto: Motocontínuo)
Cafetones
Bom e velho rock’n roll
Também já conhecidos no cenário underground mogiano, o Cafetones cumpriram novamente com o papel deles e um pouco mais. Além de fornecerem ao público o bom rock’n roll de sempre, apresentaram novas canções, que inclusive, percebe-se novas influências nelas. Vamos esperar para ver o que mais sai desses rapazes.
Fellaccios
Porra!
Eu percebi como eu estava com saudades de um show do Fellaccios. Mesmo com formação nova, os personagens continuam os mesmos, retirados parece que de um filme pornô-chanchada dos anos 70. E a apresentação, como sempre, muito boa, com humor picante e crítico e uma puta presença de palco a cargo do Alexandre. É... Fellaccios, Porra!
Maquiladora
Rock de primeira
Anunciando a queda do Corinthias à segunda divisão, as garotas do Maquiladora começaram o seu show mostrando com se faz rock de qualidade. Prefiro não cair no lugar-comum e falar que é uma banda só formada por garotas e sim falar que a apresentação da banda é de primeira, de gente que sabe o que está fazendo.
Blood Sugar
Capas de toalha de mesa, danças e muto mais
Mais rock de primeira, agora a cargo do Blood Sugar. Detalhe do Elvis entrar no palco com uma capa a lá Super-Man, só que feita com uma toalha de mesa. Além desse detalhe, como é bom vê-lo fazer aquelas manobras e danças enquanto toca guitarra. Blood Sugar é sempre um bom show para se assistir.
Blood Sugar, com o Elvis e sua capa (Foto: Zelenski)
Somata
Psicodelia mil
Guitarras psicodélicas, os três cantando, um uma hora pulando, outro outra hora no chão, muito barulho, muitas influências que se alternam em todos os momentos das músicas. Assim foi o show do super power trio Somata. Muito loucura e psicodelia.
Korova’s Vellocet
Um novo rock
Desde sua transformação em trio, eu não havia visto uma apresentação do Korova’s. É inegável dizer que um tanto eles mudaram. As influências ainda são as mesmas, mas consegue sentir mais os riffs de guitarras, estão mais evidentes, sente-se mais o peso da bateria e tal. Foi um show potente, muito bom.
Margaritas ante Porcus
Provocações a Jack Bouer
Quem participa da comunidade do Orkut Rock’n Roll Mogi das Cruzes sabe a discussão que rolou em relação aos conceitos do evento Dezembro Independente. Essa discussão foi encabeçada por um fake do Jack Bauer e deu no que falar. Enfim... essa história foi contada apenas para falar que o Caio, da PONG e vocalista do Margaritas, subiu ao palco com uma camiseta escrita “Jack Bouer”, em provocação a este episódio.
Bom, agora sobre a apresentação: Margaritas é conhecido pela boa presença de palco do Caio, que desta vez não foi diferente. E as músicas parecem mais preenchidas do que da última vez que eu as ouvi. Foi um show muito bom, com direito a provocações e boa música, assim como a boa arte deve ser.
Mentecapto
Mas o que é isso, meu Deus?
Não é segredo, Mentecapto sempre consegue botar todos pra dançar, se não pelo menos balançar a cabeça e cantar. E sempre com um grande envolvimento com o público. O melhor do dia, junto com o La Carne. Nas últimas músicas, o público não agüentou a distância entre o chão e o palco, e invadiu o palco, dançou, cantou, tocou bateria e guitarra e tudo mais que se era possível fazer. Muito bom, é de lavar a alma.
Mentecapto. Sem palavras. (Foto: Zelenski)
Essa primeira parte foi escrita por Zelenski, ao som de Queens Of The Stone Age.
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