Cheio de coisas

Infelizmente não poderei escrever sobre o show do Blood Sugar, pois não pude ir. Mas esperem mais um pouco que vou pedir para um dos rapazes escrever algo sobre como foi. Mas, pelo que li por aí, foi de arrebentar.

Resenha
Cafetones e sua musicalidade

Junto com o show dos Netos, no dia 6, teve o lançamento do EP dos Cafetones, de mesmo nome. Comprei no mesmo dia, mas só fui escutar por esses dias e me senti na obrigação de falar sobre o material.

A começar que a energia passada na gravação se aproxima com a sensação que temos ao vê-los ao vivo. Depois, o que mais me chamou a atenção é a musicalidade das canções, principalmente a cargo das guitarras e do vocal. O que eles fazem não é algo linear, segue o ritmo da música, saem do ritmo, em altos e baixos, com um bom equilíbrio.

Depois vale comentar de como está bem trabalhado o baixo e a bateria em todas as canções. Como já disse, e sempre digo quando falo de cafetones, a influência grunge ficam clara. Em papo de rock’n roll, eles não ficam devendo em nada.

O EP é composto por 8 músicas, 7 em inglês e 1 em português, que são: A Borderline Case, Dangerous City, Just A Little Girl, My Head, No Escuro, Old Feelings, Orbit e Your Pride. Confiram.

Bandas como Cafetones reforçam o novo slogan da cidade: Mogi, a Cidade do Rock.

Para mais cafetones, clique aqui.

Novidades
Clipe de Maldita Rotina

O nosso estimado amigo Zé Panda fez um clipe para Maldita Rotina, música nossa, Netos da Revolução, para o trabalho de conclusão do curso de Desenho de Animação. O resultado ficou mais que supimpa, confiram:

Link do clipe no You Tube: http://www.youtube.com/watch?v=Kbsv_K7oZmY

Artigo
Álbuns para que te quero?

Nos últimos tempos, o tema Internet e música têm sido muito abordados, em seus diversos aspectos. E dois focos que me chamaram atenção merecem alguns comentários: a Web 2.0 e o assassinato da música pela internet.

Primeiro Web 2.0 é o termo que tem sido usado para designar o amadorismo da produção de informação que a internet possibilita. Ou seja, o lance de blogs ou até mesmo sites terem informações que não são válidas, ou que não são tratadas da forma correta, e que isso devia ser feito apenas por profissionais. Ou seja, quem criou esse termo e conceito, meio que defende a idéia de que o público continue público e produtor de informação continue produtor de informação.

Bom, é óbvio que a internet está cheio de tralhas mesmo. Coisas inúteis, coisas que enganam, que são manipuladas. Mas não adianta, a internet é um espaço até anárquico, para todos, uma grande távola redonda, que não tem diferença entre ator e platéia. E isso é ótimo, no ponto de vista da liberdade de expressão e democratização da informação. Apenas cabe ao internauta saber procurar e saber consumir a informação que necessita na web. Simples.

Agora sobre as músicas. Comecemos pela obviedade também: a internet não está matando as músicas em si, mas sim as gravadoras. O que está ocorrendo com as músicas é outra coisa. Como está muito fácil do internauta baixar discos inteiros, todos os CDs de determinada banda, músicas de bandas novas aos montes, o público acaba não apreciando a música como se apreciava antes. A música ficou descartável.

Neste contexto, as bandas, principalmente as independentes (que dependem de internet) se vêem num contexto de criar músicas (singles) e lançá-las na rede, sem necessariamente lançar um álbum com 10 faixas e tal. Gravam (até em suas casas – Netos têm feito isso, com as novas canções) e lançam na internet.

E é isso que eu não queria que morresse: o álbum. John, no Pato Fu, disse numa entrevista ao site do Alto Falante (www.altofalante.com.br) que ele também não gostaria que a idéia do álbum morresse. “Não precisa ter o CD material. Que seja, grave 10 músicas e as lance na internet, junto com um layout novo do site, por exemplo. Isso por que o álbum mostra como estava a banda em determina época”, disse ele. Ou seja, esse momento que ele se refere são de emoções, ações, acontecimentos que são refletidos no álbum. Só com singles, esses sentimentos parecem ficar meio perdidos.

Por mim, vida longa aos álbuns. E à internet também, sem uma coisa interferir com a outra.

Novidades
Sugestão de hoje (e da semana também)

Uma rápida sugestão de um bom som: Comma. É um folk feito por duas garotas, uma com violão e outra na bateria. Algo simples, minimalista, mas funciona muito bem. Confira Bege, de Comma:

Para mais coisas delas, clique aqui.

Por Zelenski, ao som de Deixa Fudê, do último CD do Cachorro Grande.

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