Pau no c* do Elton Jhon
E outras
histórias de como foi o show do Pública em Mogi
Está ficando cada vez mais evidente que Mogi das Cruzes está se tornando (ou recuperando o status de) Cidade do Rock. Shows de qualidade, bandas boas surgindo, interatividade entre cidades, organização mandando bem... é o caminho. E sábado último, 9 de setembro, foi dado mais um passo para esse objetivo, com o show das bandas Pública (do sul, indicada como Aposta MTV, no VMB 2007), Mentecapto, Detroit (SP) e G.A.T., no já marco da alternatividade musical de Mogi, bar Campus VI.
A noite foi aberta pela melancólica G.A.T. (para quem não sabe, Geração do Amor Transgênico), que, por ser a primeira, sofreu um tanto para ajustar a altura dos instrumentos e vocal. Mas, na música Unity, o som já estava equilibrado e podemos curtir a performance da banda, que consegue ser incrivelmente uniforme, passando toda a melancolia e agitação que as canções carregam.
Depois vieram os paulistanos Detroit, cuja a camiseta do Kiss do vocalista já denunciava que daquele palco sairia Rock’n Roll. E foi no que deu. Rock de primeira, com uma rápida guitarra, bateria agressiva e vocal que fez jus à camiseta usada.
Em seguida, um dos shows mais esperados: Mentecapto. Safados os rapazes que mandam muito bem ao vivo e têm gravações que, a julgar de primeiro ouvido, diz ser de uma banda do mainstream (pensando no lado bom do mainstream). Ele só não decepcionaram o público, como também foram eleitos pelos caras do Pública como o melhor show que eles viram nos últimos tempos. O show foi tão bom que gerou até raiva (risos) de nós, público (escute no link abaixo da resenha).
E agora, por último e logicamente não menos importante, Pública. Momentos antes do show, conversamos com os rapazes sobre VMB, internet, cidades novas, e acabamos caindo num assunto que é tabu para muitas bandas independentes: a figura do produtor. “Uma coisa é você vender o próprio peixe. Outra é ter alguém para fazer isso”, diz Guri, guitarrista do Pública, banda que teve uma grande abertura no mundo musical após passarem a ter um produtor.
Confira outros trechos da entrevista:
Ainda durante a conversa, um dos assuntos falados foi em relação ao uso de internet. Foi unânime a opinião de banda em dizer que para as bandas a internet é uma grande aliada. E foi unânime também a opinião “pau no cú do Elton Jhon”, quando falamos da opinião dele sobre a internet (ele defende o fim da grande rede de computadores, alegando que as pessoas não compram mais discos, não se comunicam direito).
Enfim, o show: além de lindos instrumentos, o Pública emocionou a todos, botou uns pra dançar, outros só pra curtir, cantou a bela Long Plays, entre outras belas canções muito bem executadas.
Foi isso. A meia noite se aproximou e tudo, como sempre, acabou. Mas ficou aquela sensação de estarmos em um bom lugar, com bons acontecimentos. Que venham mais shows assim.
Um pouco de bebida e raiva dos Netos
Como dito, Mentecapto fez um show tão bom que gerou raiva em nós, reles Netos da Revolução, rs. Juntando um pouco da ação do álcool, algumas palavras foram ditas como forma de expressão momentânea e bêbada. Confira:
Show dos Netos: era verdade!
Para aqueles que pensavam que era lorota essa história de show dos Netos da Revolução, seguem os dados oficiais:
Dia 6 de outubro, às 17h30, no bar Campus VI (Rua Carlos Ferreira Lopes, 215, Mogilar, Mogi das Cruzes) junto com as bandas: Cafetones, Ecos Falsos (A sereia!!!....rs) e Accidents. Bagatela: três reais.
Para quem for, esperem por novas canções (algumas já tocadas em alguns shows), como: A terceira direita do Sol, A dor Belerofonte, Tamanco Rosa, Cinco Estrelas, Singela Lembrança e Horizonte Amarelo. Além das clássicas, é claro.
Nos vemos lá.
resenha
O Grande
Chefe
Uma comédia afiadíssima de Lars von
Trier
Em andanças pela Paulista, na tarde do feriado, sem querer ir para casa, pensando na vida e talvez em fazer alguma coisa, eis que surge uma amiga que há muito não a via. Tomamos um gostoso sorvete casquinha com duas bolas (eu pedi uma sabor café e outra sabor doce-de-leite, resultando num sorvete sabor café com leite) e depois um pulo no cinema, para assistir a um filme (que quase não assistimos, a julgar pelo cartaz) muito bom: O Grande Chefe, de Lars von Trier.
Quem assistiu Dançando no Escuro (aquele com a Bjork), Manderlay ou Dogville sabe que o diretor dinamarquês foge dos padrões já vistos no cinema. E em seu novo filme, O Grande Chefe (Direkøtren for det hele, 2006), ele conseguiu manter sua linguagem só que agora em uma comédia.
O drama maluco é mais ou menos esse: um ator é contratado para representar um grande chefe, em uma empresa. Esse grande chefe teoricamente está sempre viajando nos EUA, por isso nunca aparece na empresa. Porém sempre manda ordens, geralmente ruins. E o ator, no papel de grande chefe, terá de vender a empresa, sendo o “vilão” para os funcionários.
Von Trier consegue tirar risadas do público principalmente por causa do cinismo das cenas e diálogos, da muita ironia, dos cortes de câmeras e closes. Nenhum efeito é usado, apenas o diálogo, com muito cinismo é claro. E a fórmula é perfeita. É uma comédia suave, crítica, e gostosa de assistir, que você do cinema com a sensação de quem assistiu uma comédia, sem precisar ter visto um filme “pipoca” hollywodiano.
por Zelenski, ao som de Stereoscope.
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