Cães de aluguel – de Tarantino mesmo

Não é segredo para ninguém que Tarantino tem alguma obsessão por sangue. Basta assistir Kill Bill vol. 1 e 2,  Amor à queima roupa e O Albergue para perceber a paixão pelo vermelho.

Mas, essa característica não vem de agora. Um dos filmes mais polêmicos, irônicos e tragicômicos já lançados até então está para completar 16 anos. E é de Tarantino: Cães de Aluguel (Reservoir Dogs, 1992).

O filme conta a história de 6 criminosos, cujos codinomes são cores (com direito à Mr. Pink), que se metem em uma enrascada por causa de um traidor, policial infiltrado na gangue. E resta saber quem é o traidor.

O filme é tenso e algumas cenas são desesperadoras, tanto para os personagens do filme quanto para o público. E, para surpresa de quem só assistiu aos filmes mais recentes de Tarantino, perceberá que o Mr. Brown é o próprio Tarantino. “Mas Sr. Marron não seria algo como Sr. Merda?”, diz Mr. Brown quando lhe delegam o codinome.

É Clássico. Lá fora, ano passado, foram lançadas duas versões especiais de 15 anos de Cães de Aluguel, uma com a capa em formato de lata de gasolina e outra em caixa de fósforo. Se não der para conferir essas edições especiais, confiram o filme na edição normal mesmo. Vale totalmente a pena.

Guitar Hero 3

Ainda não divulgaram todas as músicas do próximo Guitar Hero. Mas divulgaram essa semana que haverá Ruby, do Kaiser Chiefs e I´m the Band, do Hellacopters. Legal, né?

Também já estão confirmadas My Name is Jonas, do Weezer, Repitilia, dos Strokes, Cherub Rock, do Smashing Pumpkins, Suck My Kiss, do Red Hot, 3’s and 7’s do Queens, Even Flow, do Pearl Jam, Kinghts of Cydonia, do Muse, Sabotage, do Beastie Boys, entre outras músicas.

Show! Show! Show!

De quem? Dos Netos, oras. Vamos confirmar direitinho os dias, horários, valores e parceiros de palco, mas é certo que serão duas datas em setembro.

Já era hora, né? As pessoas que freqüentavam nossos shows terão agradáveis surpresas com as nossas músicas novas, e quem nos conheceu pela internet poderá conferir as músicas Singela Lembrança e Horizonte Amarelo com a banda toda tocando.

Promessas de boas sensações a todos.

Noção de Nada acabou. 1994 – 2007.

 

A ótima banda carioca Noção de Nada terminou. Depois de 13 anos de existência, a banda resolveu acabar, alegando que os membros não possuem mais as mesmas idéias. Justificável, é claro.

Um mundo de tempo, 13 anos. Muitas coisas acontecem, começam, acaba, são interrompidas, continuam, recomeçam. Com Noção deve ter sido assim. Imagino, agora, que coisas novas virão de seus membros.

Um rápido passeio pelo mundo Noção de Nada:

Manifestos Líricos (1999): guitarras rápidas e vorazes, que conta com as ótimas Tristes Fins, Perdas, Por Você e Distantes Visões (que virou versão na mão do Street Bulldogs, no CD Faces do Terceiro Mundo).

Trajes e Comportamentos de acordo com os eventos e ocasiões (2001): Para mim, o melhor CD do Noção. Você fica bobo com as guitarras que parecem duelar e sua origem na bossa nova, transformada em hardcore. Tem as ótimas Diploma (transformada pelo Dead Fish, também no Faces do Terceiro Mundo), Diário e Conselhos não Fizeram mais por mim.

Faces do Terceiro Mundo (2002): é um dos projetos mais criativos que já vi na música, que, neste caso, gerou um dos melhores discos de hardcore já lançados. Quatro bandas (Noção de Nada, Dead Fish, Reffer e Street Bulldog) gravaram uma música inédita e uma cover de cada uma das bandas envolvidas. Assim, Noção gravou a então inédita Vitrine, fez versões de Me Ensina, do Dead Fish (ficou ótimo, a música devia ser do Noção), Take Control, do Reffer e Only the Rage Survives, do Street. Seus amigos gravaram: Distantes Visões (Street), Diploma (Dead Fish) e Propósito Nenhum (Reffer).

Trilogia Suja de Copacabana (2004): cheio de hits, é o melhor depois de Trajes e Comportamentos. Tem as músicas Impar, Feliz, Mais Um Fim, Antes da Enchente, Copacabana, Quando Palavras Não me Machucarem Mais e outras.

Sem Gelo (2006): Bill deixa a bateria, ficando livre para o vocal. Até então, ele tocava bateria e cantava. Era um show a parte isso, mas o resultado não desagradou. As guitarras ficaram mais trabalhadas ainda, o som ficou mais leve, porém mais rico. Desse CD, destacam-se "Aspirina", "A Partir de Agora", "Um Segundo" e "Garçom, Sem Gelo, Por Favor".

É isso. Fui em dois shows do Noção. Um faz tempo, com o Bill na batera ainda. Me fez um bem do cão aquele show. Quase não conseguimos voltar pra casa (todos os Flegmas haviam ido), pois acabou tarde, era no Hangar 110, e tínhamos de voltar pra Mogi ainda (e eu, acordar às 4 da manhã!), mas valeu a pena.

O outro foi em Mogi, com o Bill só no vocal e com novas canções. Não decepcionou e fez bem a todos que estavam lá.

Noção foi uma boa banda. As suas músicas continuam boas. Quem essas fiquem em nossos CDs e MP3s, e que os palcos sempre sejam preenchidos por boas bandas, novas ou antigas.

Por Zelenski,
Ao som de This is a Song, Magic Numbers.

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