Pato Fu. Daqui pro Futuro.
Já no futuro

Não é mistério para ninguém: a Internet chegou, e chegou pra ficar. Esse fato abalou demais o mercado fonográfico, no que se diz em relação à distribuição de música gratuita (legal ou não), afetando diretamente às grandes gravadoras.

As bandas, hoje em dia, vivem praticamente de seus fãs, que compram CDs e vão aos shows, e, simultaneamente, tentam transformar a internet em uma aliada, e não inimiga (basta lembrar da época que o Offspring, tendo suas músicas pirateadas pelo software Napster, começou a piratear o próprio Napster, vendendo no seu site camisetas com o logo do software).

Falamos que falamos pra chegar ao assunto desta resenha: o novo CD do Pato Fu, Daqui pro Futuro. Antes de falar das canções inéditas, vale lembrar da estratégia usada pela banda: um mês antes do lançamento oficial do CD, eles disponibilizaram todas as faixas do álbum na internet (no site www.uolmegastore.com.br) que são vendidas a R$0,99 cada. Todas as músicas ficam R$ 9,90. Esse fato foi bem divulgado nas mídias (jornais, revistas...).

O Pato Fu não está inovando com isso. Muitas bandas e artistas já fazem isso. Mas esse é um bom momento para se pensar no que já está sendo feito para reverter o cenário da “Internet vilã”. Não só as bandas têm que pensar nisso: as gravadoras e o público também devem pensar com está suas posturas, respectivamente, como gravadoras e público.

Um Pato Fu mais calmo

Daqui pro Futuro mostra um Pato Fu mais calmo, sem as esperadas pirações (como na já muito conhecida – e boa - Rotomusic de Liquidificapum, do CD de mesmo nome). E isso, por incrível que pareça, não é ruim, mesmo se tratando de Pato Fu. Apenas não vão escutar o álbum na esperança de coisas superalternativas e tal. Deve-se ir com a mente limpa.

Essa calma é percebida em diversas canções, como 30.000 pés e a ótima Mamã Papá, singela canção que fala sobre ser mãe. Até a cover Cities in Dust foi encorpada com um instrumental e vocal mais calmo. Mas se você insistir e quiser algo mais agitado, pode se deliciar com Woo!.

Em relação à criação da música, John falou para a Ilustrada, da Folha, que diversos sons colocados na música são eletrônicos, mas que imitam o instrumento de verdade, como o som de harpa, por exemplo.

Como diz o Pato Fu, em Daqui pro Futuro, o futuro está logo ali. Não se atrasem... em todos os sentidos.

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Capote no Kansas: um livro ilustrado
Mais do show de Truman

Truman Capote é precursor do jornalismo literário, forma de jornalismo que utiliza elementos da literatura para escrever sobre fatos reais (livros-reportagens são bons exemplos de jornalismo literário), com sua magnífica obra “A Sangue Frio”. E, a forma como Capote produziu esse livro, intriga a muitos até hoje, e gerou já dois filmes: Capote (2005) e Infamous (Confidencial, na versão nacional, de 2006).

Saindo das telas, a história de Capote foi para a literatura em quadrinhos, no novo Capote no Kansas, com roteiro de Ande Parks e ilustrações de Chris Samnee (Editora Devir, 2007).

“A Sangue Frio” conta a chacina da família Clutter, no Kansas, a partir de pontos-de-vista inusitados, com uma linguagem inovadora, principalmente no jornalismo. Para escrever a obra, Capote foi até o Kansas e, dando a cara a tapa e com muita coragem, conversar com todos, se envolveu com a história e suas personagens (das mais diversas formas), resultando no melhor livro do gênero.

E Capote no Kansas, por meio dos ótimos traços de Chris Samnee, conta a trajetória de Truman Capote, as experiências, os fatos fantasmagóricos, que resultaram em “A Sangue Frio”. Vale a pena conferir.

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E um pouco de Netos da Revolução

Um pouco sumidos, ao menos no mundo digital. Mas aqui estamos. Ensaiamos semana passada, e foi um bom ensaio: conseguimos fechar algumas músicas que estavam pendentes. E ensaiaremos hoje novamente. Mais um pouco, e já voltaremos a nos apresentar. Estamos na sede por fazer shows.

Por hora, é isso, amigos.

Abraços

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Ah! Cafetones amanha, domingo, no Campus VI. Vamos?

Por Zelenski,
Ao som de Interpol.

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